Andou pelas calçadas a noite toda, sem rumo, sem intenções definidas, com uma garrafa já pela metade em uma mão, e um pacote de cigarro recém comprado na outra. Não fuma. Indagou sobre a vida, seus medos, suas frustrações. Gritou alto, pra ver se alguém respondia. Só que não chegou a conclusão alguma, mas por culpa quase integral do álcool e de suas perdas de consciência quase constantes. Era inteligente demais para aceitar tudo aquilo. Antes a embriaguez que ter que lidar com a realidade. Tragou, bebeu, caiu, levantou, andou, chorou, sofreu. Cedeu.
No dia seguinte, a notícia no jornal. Triste, mas tinha que ser.
Seu ser, sem sentido e afogado em inexistência.
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