E ela queria morrer.
Se jogava em frente aos carros em alta velocidade, enquanto se desesperava cada vez mais a cada fracasso. Todos os braços que a seguravam não eram suficientes para amenizar sua determinação. O corpo era contido, mas o espírito estava decidido do que queria.
Dos seus olhos só lágrimas saíam e seus soluços ecoavam pela rua, espalhando pelas esquinas toda sua dor. Sua perda superava seu viver, pelo menos era o que pensava naqueles instantes. Morrer era a solução, e ponto.
Não sabia quem era e nem o que seria se morrer não desse certo. Seu coração em pedaços ficou, ali, naquela calçada cheia de terra e tristeza. Depois de muita insistência, levantou-se com o peso do passado nas costas e com a perna machucada enganando o pisar.
Entrou no carro um pouco mais calma, mas depois disso… quem sabe?
Não existia luz naquela noite. Não existia opção.
Nada existia naquele momento, senão dor.
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