Talvez a palavra que mais represente o que sinto no momento é inquietação. Mãos que não páram, pernas que se mexem, olhos que não fecham e pensamentos que não encontram um lugar definido para repousarem.
Calor, calor! Como ele agrava! Agente catalisador de emoções, sentimentos e impressões vagas de “flash’s” momentâneos.
Apreensão, começo de uma nota etapa, árdua, porém recompensadora… acho. Ou espero. Na verdade, pretendo. Confuso? Talvez…
A música toca, assim, suave, discreta. A calmaria vem chegando, devagarinho, e as palavras fluem, simples, flutuando sobre a tela branca. Mas as mãos estão lá, vívidas, quase que em êxtase. Teimosia constante, aliada à voracidade com que tentam expressar em palavras o que o coração está sentindo…
… inquietação. Pura e simplesmente.
Dormir é remédio. Cantar é remédio. Dançar é remédio. Abraçar é remédio. Banho de chuva é remédio. Ouvir é remédio. Falar é remédio. “N” opções podem ser… remédio.
Mas, no caso, no momento e nas atuais condições, escrever…
… também é remédio.
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