E ela não sabe o que fazer com tanta sensibilidade. É de um tamanho assustador e parece não pertencer a essa realidade distorcida que prevalece acima de qualquer esperança de mudança. Todas as portas se fecharam subitamente. A raiva de pequenos momentos solitários corrói o que de melhor existe, transforma em pó. Dores, muitas dores em cada osso do corpo e em cada pedaço de carne que deteriora com o tempo. Os pensamentos queimam a razão como se fossem pequenos gravetos jogados pelo chão, insignificantes. Dói ser assim. E sabe que ser assim a machucará indefinidas vezes. A solução se perde entre ideais afundados em superficialidades. Superficialidades. Nascer assim. Viver assim. Morrer assim [?]. A mudança que ela vê não lhe traz significados. Não faz sentido. Deixa de existir no exato momento em que surge na fina linha do horizonte de suas reflexões.
Pela Janela
"Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle..."
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só sei dizer obrigada.